Blog do Mario

2017/10/24

“Reforma Protestante e a atualidade das teses de Lutero”

Filed under: Uncategorized — mariogoncalves @ 11:28 pm

“Quando uma moeda tilinta no cofre, uma alma sai do purgatório” João Tetzel

Tese 32: Irão para o diabo juntamente com os seus mestres aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante cartas de indulgência.

Tese 36: Todo e qualquer cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados, sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem cartas de indulgência.

Tese 43: Deve-se ensinar aos cristãos proceder melhor quem dá aos pobres ou empresta aos necessitados do que os que compram indulgências.

Tese 67: As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as mais sublimes graças, decerto assim são considerados porque lhes trazem grandes proventos.

Tese 86: Ainda: Por que o papa, cuja fortuna hoje é a mais principesca do que a de qualquer Credo, não prefere edificar a catedral de São Pedro de seu próprio bolso em vez de o fazer com o dinheiro de fiéis pobres?

Atual?

https://vidanova.com.br/211-cristianismo-atraves-seculos

htmlhttps://www.saraiva.com.br/historia-do-cristianismo-2000-anos-de-fe-448666

htmlhttp://www.ultimato.com.br/revista/artigos/318/as-indulgencias-a-reforma-protestante-e-o-significado-do-evangelho

http://www.arqnet.pt/portal/teoria/teses.html

 

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2009/10/21

Lembranças "pentecostais"

Filed under: Uncategorized — mariogoncalves @ 12:53 pm

Esse mês completei 30 anos. A Igreja sempre fez parte da minha vida. Muitas lembranças. Boas e ruins. Quero compartilhar com vocês algumas delas, que tentarei colocar em ordem cronológica. Fiquem à vontade para comentar e também contar as suas histórias…

Nos meus dois anos de idade, por causa de uma irritação profunda na minha pele (manchas e assaduras em todo corpo) meus pais, depois de passarem até por benzedeiros, permitiram que um obreiro da Assembléia de Deus de Joinville, irmão Adelino, orasse por mim e fui sarado da tal enfermidade. Esse foi um dos motivos de aproximação dos meus pais com o Evangelho meses depois desse acontecimento.

Rebuscando as mais longínquas lembranças eclesiais, consigo me lembrar até do objeto onde se coletava ofertas voluntárias durante um dos hinos da Harpa Cristã, um prato metálico com alguns desenhos geométricos, com as suas cores já desbotadas. Na falta desse receptáculo, geralmente o porteiro[1] usava a Bíblia aberta para receber as doações dos irmãos:

– Com esse hino da harpa, vamos aproveitar e fazer a coleta. Os porteiros podem se aproximar para orar! – dizia o dirigente da reunião, numa sala improvisada da casa de alguma família.

Tempos onde fervor e sinceridade se misturavam com intolerância e ignorância, produzindo por um lado frutos preciosos para o Reino de Deus e por outro, feridas e frustrações pessoais[2]. Não obstante, percebia-se claramente o mover do Espírito Santo na vida dos simples irmãos em cada passo que davam como comunidade envolvida na proclamação do Evangelho.

Uma das irmãs viu, em uma visão numa das reuniões de oração, cada um dos irmãos com um banco nas costas. Dali poucas semanas, a Igreja estava indo para outro endereço exatamente como a irmã vira anteriormente em oração. Tudo isso sem exagero e sem idolatrar ou ritualizar as manifestações do Espírito Santo, bem como os canais para essas manifestações.

Tudo era Graça e bondade de Deus. Afinal, o Espírito Santo era Deus e por isso mesmo, soberano e livre para agir apesar das nossas pressuposições.

“O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.

(continua)

[1] Porteiro ou acomodador, que naquela época, a principal função era “vigiar” as crianças e manter a ordem nos corredores e demais dependências da Igreja. Com o mesmo rosto sério e feroz, para se fazer respeitar pelas crianças, era o mesmo que recebia um visitante.

[2] Uma postagem futura falará só sobre esse assunto.

2009/10/07

FÓRUM DE PENTECOSTALIDADE E REFORMA – CEEDUC – JOINVILLE/SC

Filed under: Uncategorized — mariogoncalves @ 2:51 pm

2009/10/01

O que é a Igreja?

Filed under: Uncategorized — mariogoncalves @ 12:22 pm

2009/09/23

Como terminar o namoro de forma "gospel"

Filed under: Uncategorized — mariogoncalves @ 7:47 pm

Foras-chavão no namoro cristão:
1. Presbiteriana: “Vamos continuar orando, se Deus quiser mesmo, acabaremos juntos”.
2. Metodista: “Não sei é a vontade de Deus, mas não é a minha”.
3. Assembleiana: “O Senhor me revelou que você não é meu escolhido”.
4. Católica: “Vou me casar com Jesus!”
5. Universal: “Ore a respeito, e se não ficarmos juntos, é porque você não teve fé o suficiente”.

Reserva:
I. Batista: “Precisei tomar uma decisão a respeito”.
II. Adventista: “Você vai ficar bem, Jesus já está voltando”.
III. Internacional da Graça: “Nâo posso mais dedicar tempo pra você, porque es-tou se-guiiiin-doo / a Je-sus Criiiis-tooo…”

Bacia das Almas

2009/09/16

Revelação por pobres palavras

Filed under: Uncategorized — mariogoncalves @ 3:51 pm

(…) Quanto à idéia de inerrância e infalibilidade, sei que mexo em um vespeiro fundamentalista. Mas é uma ingenuidade tratar qualquer que seja a expressão linguística como infalível. Deus é infalível. Mas o que Deus nos fala vem através de palavras, e as palavras são sempre precárias. Mudam de sentido com o passar do tempo, da cultura, do contexto, das línguas e das individualidades. Além disso, falando da Bíblia, temos os processos de transmissão dos textos, as traduções, as versõeSALVOS_DA_PERFEICAOs, que por mais rigorosos que possam ser, são tão precários quanto à capacidade humana de se comunicar. Na minha opinião, essa é a grandeza da Bíblia, sermos revelados de Deus apesar da precariedade de nossa linguagem. Coisa de gente que ama o suficiente para ter fé.

Extraído: Fórum Elienai Jr. (Blog lançamento livro Salvos da Perfeição)

2009/09/09

Chamado pra sumir…

Filed under: Uncategorized — mariogoncalves @ 8:51 pm

O chamado que um dia aceitei seguir porque me atingiu em cheio o coração e encheu-me de alumbramento, é o chamado para sumir. O que ecoa no meu peito são as palavras de dispersão. Vão – disse o mestre – sejam sal, sejam luz, sempre indo, caminhando, espalhando, dispersando, sumindo na multidão. Sal se dissolve e some. Dá gosto mas, depois que é espalhado, ninguém mais sabe onde está. Sumiu, mas salgou. Luz não se pega, não se toca, ninguém sabe descrever sua aparência. Sabemos que há luz porque tudo se torna visível – mas não sabemos onde ela está, não podemos tocá-la, descrevê-la.

Leia todo o texto aqui.

2009/09/02

Acabei de morrer, agora é a vez de vocês

Filed under: Uncategorized — mariogoncalves @ 4:08 pm

Rascunho sobre Atos 1.8

“Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”.

Quando recitamos ou lemos esse verso do primeiro capítulo do livro de Atos, enfatizamos o vocábulo grego dynamis de tal forma que perdemos de vista outra palavra imprescindível para a correta compreensão dessa famosa passagem: testemunha.

Dynamis pode ser traduzido por poder, virtude, dinamismo e lançando nesse texto bíblico um olhar neopentecostal, empresarial, capitalista (…), acabamos alimentando o deus deste século e todas as suas formas de desejos já apontados quase dois mil anos atrás pelo Apóstolo João, em sua primeira carta. Concupiscências.

Testemunha é martyrios no texto grego original, é aquele que, se for preciso, morre pela causa, dá literalmente a sua vida por aquilo que acredita. Encontrei essa excelente definição no Blog Assim Mesmo: “O mártir é aquele que, podendo escapar, não o faz. É testemunha da sua própria entrega.”

Vivendo no natural (na carne como dizemos), não teríamos condições de enfrentar a morte defendendo Jesus e seu Evangelho. Então Ele diz “fiquem cruzem Jerusalém, para receberem poder pra morrer”. Ou então “acabei de morrer… agora é a vez de vocês… porém esperem o revestimento do alto pra que vocês não tenham os valores e bens deste mundo como mais preciosos que Eu e então, dessa forma, não queiram mais morrer”.

Passado irredutível – Ricardo Gondim

Filed under: Uncategorized — mariogoncalves @ 2:35 pm

Não transfiro, nem projeto em ninguém e em nada os meus movimentos passados. Arco com as consequências de minha ingenuidade, de minha imaturidade, de minha simplicidade juvenil. Assumo: confundi fé com credulidade. Dediquei-me cegamente a processos de manipulação. Repeti frases de efeito sem a devida crítica. Embarquei em empreendedorismos ideologicamente contaminados. Não culpo ninguém e não cobro. Não guardo ressentimentos. Eu vivi intensamente cada momento e, repito, assumo a minha história.

Eu acreditei nos projetos missionários, que hoje vejo como meras panacéias para levantar dinheiro nos Estados Unidos. Vários esforços de ganhar almas visavam tão somente fortalecer com testemunhos e fotografias, estrategicamente bem batidas, a sede expansionista das denominações.

Eu acreditei que os enclaves missionários eram necessários. Não percebia o enorme preconceito que eles tinham conosco, com a nossa cultura, com a nossa espiritualidade. Enfronhei-me em “cruzadas” evangelísticas e nunca critiquei a instrumentalização dos pobres para que riquíssimas instituições se tornassem ainda mais poderosas. Participei de reuniões com Morris Cerullo, Jimmy Swaggart achando realmente que eram homens de Deus sem ver que eram soberbos e vaidosos.

Ceguei os meus olhos para a politicagem mais infame que percebia na denominação que nossa igreja fez parte. Nunca distingui o Movimento Evangélico do compromisso evangélico com a mensagem de Jesus. Trabalhei à exaustão para que a doutrina do Movimento fosse compreendida pelo maior número de pessoas, acreditando que assim povoaria o céu e saquearia o inferno.

Meus amigos se reduziram aos que comungavam com os meus conceitos. Em nome dessas amizades relevei escândalos éticos. Engoli seco conversas cretinas e conspirações para conquistar mais poder – hoje vejo que fui mais cretino que muitos.

De repente muitas coisas foram pesando em minha alma. Alquebrado e triste com o meu passado, procuro mudar de pele. Preciso da misericórdia divina para lavar as nódoas que mancham o meu caráter. Luto para ser irmão de homens e mulheres de boa-vontade. Tenho que me despedir de mim mesmo, dos ambientes que ajudei a criar e de ex-amigos, que só agora reconheço como meros aliados.

O passado irredutível pode ser reconstruído com decisões que eu tomar no presente. Meu presente não precisa ser mera consequência do que vivi; sequer o futuro, um desdobramento inexorável do presente.

Soli Deo Gloria

Extraído: http://www.ricardogondim.com.br

Vem aí A bacia das almas, de Paulo Brabo

Filed under: Uncategorized — mariogoncalves @ 12:15 pm

Livro é uma coletânea de mensagens do autor a respeito da vida e suas diferentes facetas

Em novembro, a Mundo Cristão lança A bacia das almas – Confissões de um ex-dependente de igreja, primeira obra de Paulo Brabo pela editora. O livro é uma seleção de mensagens escritas pelo autor em seu blog por um período de cinco anos.

Os textos refletem as angústias e as reflexões do próprio autor sobre diversos temas: igreja, espiritualidade, cultura, literatura, sociedade, cinema, entre outros aspectos que formam o ser humano.

Batizado Paulo Roberto Purim, Paulo Brabo afirma que suas idéias estão condenadas à reformulação eterna, são pensamentos inacabados em constante mutação e evolução.

A expressão que deu título ao blog e também ao livro, “bacia das almas”, refere-se ao recipiente em que são depositadas as esmolas nas igrejas, e que acabou gerando a expressão popular “na bacia das almas”, isto é, vender ou ganhar “no último instante, no calor do momento, sem negociação ou ponderação”.

A bacia das almas não é um tratado anti-igreja, como podem pensar alguns ao notar seu subtítulo. O ex-dependente de igreja Paulo Brabo refere-se ao ativismo exacerbado com o qual esteve envolvido por muitos anos, sob o equívoco de que este envolvimento refletia a profundidade de sua fé e espiritualidade. No livro, há um capítulo destinado a essa justificativa. Nele o autor escreve:

“Preciso confessar que durante trinta anos fui consumidor de igreja.
Durante trinta anos fui dependente de igreja e trafiquei na sua produção.

Devo confessar o mais grave, que, durante esses anos, abracei a crença (em nenhum momento abalizada pela Escritura ou pelo bom senso) que identificava a qualidade da minha fé com minha participação nas atividades – ao mesmo tempo inofensivas, bem-intencionadas e autocentradas – de determinada agremiação. Em retrospecto, continuo crendo em mais ou menos tudo que cria naquela época, porém, contra minha vontade, contra minha inclinação e contra a força do hábito, fui obrigado a abandonar essa crença confortante e peculiar (espiritualidade = participação na igreja institucional).

[…] Ao contrário de alguns, não sinto de forma alguma ter sido abusado pela igreja institucional; sinto, em vez disso, como se tivesse sido eu a abusar dela. Minha impressão clara não é ter sido prejudicado pela igreja, mas de tê-la usado de forma contínua e consistente para satisfazer meus próprios apetites – apetites por segurança, atenção, glória, entretenimento, aceitação.”

As reflexões de Paulo Brabo levarão você a também repensar o seu papel dentro da igreja e na sociedade, a enxergar com outros olhos o mundo em que está inserido.

Fonte: Mundo Cristão

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