Blog do Mario

2009/03/26

Chamado Radical – Bráulia Ribeiro

Filed under: Vale a pena ler... — mariogoncalves @ 4:41 pm

SOBRE A VIRTUDE DE SER RADICAL

DIZER QUE É possível ouvir a voz de Deus e obedecer-lhe é
tido como algo esquisito, quase banal, hoje em dia. Quase como
um guru de auto-ajuda num surto psicótico, ou um papai noel
todo-poderoso, Deus manda líderes evangélicos comprar
para si carros BMW e mansões, ajuntar ouro para re-construir
um templo de Salomão em terras tupiniquins, pedir grandes
somas a seus fiéis, fugir com dinheiro em espécie para paraísos
fiscais.
Para os mais sérios, falar com Deus parece presunçoso.
Como ele vai se ocupar comigo sendo que tem tanto em que
pensar? Como eu, um zé-ninguém, vou “servir” em alguma
coisa aos propósitos de Deus? Parece que ele é grande o suficiente
pra fazer o que ele tem de fazer sem precisar de mim.
Para acabar com essas dúvidas, basta ler a Bíblia. Houve
tantos zés-ninguém que “serviram” a Deus em seu propósito!
De fato, Deus só teve de fazer tudo pessoalmente num momento
da história e, mesmo assim, teve um ministério curto,
16 chamado radical
de apenas três anos. Quem completou seu trabalho foram
os zés, como eu e você, que acreditaram radicalmente nele.
A palavra radical assusta um pouco as pessoas hoje em dia.
Todo mundo quer é ser meio zen. Até no meio cristão consideramos
o equilíbrio como uma virtude suprema. Se alguém
está se sacrificando muito na obra, dizemos, com voz solene:
“Cuidado! Temos de ter equilíbrio”. Jogamos água fria na ousadia
e nos sonhos radicais dos jovens, dizendo-lhes que devem
se preparar para uma vida equilibrada, e até mesmo que viver
em extrema dedicação a Deus lhes trará problemas no futuro.
Curiosamente, o conceito de “equilíbrio” não é um conceito
cristão, mas grego. Platão e Aristóteles se referiram ao equilíbrio
como o lugar de felicidade e virtude. É difícil relacionar a pessoa
de Jesus a essa idéia. Jesus não tinha nada de “equilibrado”.
Ele era extremamente radical. Não trilhou o caminho mais fácil.
Foi extremo em sua crítica à religião instituída, adotou um
estilo de vida “anormal”, radicalizou em sua maneira de amar,
não se dobrando aos preconceitos e tabus de sua cultura.
Jesus não tinha como alvo a felicidade ou o bem-estar
pessoal. Seu alvo era obedecer a Deus. Aristóteles estabeleceu
que a virtude está no meio, e o budismo permeou a cultura
pós-moderna com a idéia de que o “caminho do meio” é o
melhor caminho. No entanto, a Bíblia afirma que os mornos
serão vomitados, e narra histórias de heróis da fé que tiveram
uma fé radical, a ponto de terem sido mortos ao fio da
espada, torturados, serrados ao meio. A falta de radicalismo
hoje nos induz a um cristianismo insípido, acomodado ao
formato do mundo.
Para a radicalidade de Jesus não existem padrões de vida
preestabelecidos; existe antes a obediência diária à voz do Pai…”

Trecho do livro da missionária da Jocum Bráulia Ribeiro. Quero ler…

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2009/03/25

Livro para ler: O poder terapêutico do perdão

Filed under: para ler — mariogoncalves @ 7:16 pm

Conclusões do escritor Ray Pritchard, no livro O poder terapêutico do perdão, página 145, sobre os motivos do porquê diariamente julgamos outros seres humanos.
Sempre gostamos de:

Exagerar pequenas infrações ou erros;

Maximizar os pecados alheios e minimizar os nossos;

Tirar conclusões apressadas e negativas;

Envolvermos numa situação em que não deveríamos;

Passar adiante relatos críticos sobre os outros;

Ter forte tendência de considerar os outros culpados;

Ser severos demais, mesmo ao falar a verdade;

Acrescentar comentários pejorativos, ao contar uma história;
Fazer pouco de um comentário maldoso dizendo: “Eu estava brincando”;
Ser críticos e depois tentar encobrir o que foi dito
Fazer um comentário maldoso e depois mudar rapidamente de assunto
Contar a muitas pessoas como outros nos magoaram ou ofenderam;

Sentir prazer ao condenar as pessoas;
Dizer a verdade com a intenção de magoar, e não de ajudar

Rebaixar os outros a fim de melhorar a auto-imagem;

Quando começamos a entender nossa humanidade, cheia de ambiguidades e valores circunstanciais e interesseiros, nos assustamos.

Com a ajuda de Deus e através da cruz podemos começar a trilhar um caminho (longo caminho) de volta ao Pai, à imagem de Deus em nós.

“Miserável homem que sou, quem me livrará desse corpo de morte?”
Apóstolo Paulo

2009/03/18

Reflexão…

Filed under: Uncategorized — mariogoncalves @ 3:35 pm

A distância que você consegue percorrer na vida depende da sua ternura para com os jovens, compaixão pelos idosos, solidariedade com os esforçados e tolerância para com os fracos e os fortes, porque chegará o dia em que você terá sido todos eles.

George Washington (atribuído a ele)

Roubado do Volney Faustini

2009/03/11

Dez Mandamentos do Pastor Empreendedor

Filed under: tendências — mariogoncalves @ 5:42 pm

Será que faltou algo na lista? Me ajude a completá-la:
11. Criar um Grupo de Louvor com a “cara” da Igreja;
12…

2009/03/03

Igreja: lugar de conforto ou ambiente gerador de culpa?

Filed under: igreja — mariogoncalves @ 11:19 am

Estava na aula ontem à noite e meu amigo Vitor Hugo me emprestou por alguns instantes um livro que ele recém adquiriu: “Quando coisas ruins acontecem a pessoas boas”.

Dei uma olhada rápida no livro do rabino Harold Kushner e uma das muitas coisas que me chamou a atenção foi a reação das pessoas diante da dor e do sofrimento. Geralmente associamos alguma tragédia, doença ou morte com algo que fizemos ou deixamos de fazer.

Ele dá alguns exemplos: um casal perdeu a filha de dezenove anos e a primeira coisa que vem à mente foi a não observância do jejum no dia do Yom Kippur (eles são judeus). Deus estava castigando-os pela sua desobediência. Como eles não foram fiéis, Deus estava lhes retribuindo aquilo que mereciam.

Isso nos faz pensar o quanto o ambiente eclesial vai de encontro a nossa dor. Não como um bálsamo para as feridas, mas para reforçá-las e deixar-nos pior. Com medo de retaliações da parte de Deus.

Com certeza, esse pensamento que nos foi imposto ao longo do tempo, nos faz crentes “fiéis” nos dízimos, nas ofertas, no dinheiro para o departamento de Missões, na construção da Igreja, etc e nos leva a pensar que fizemos a nossa parte, aplacamos a ira de Deus e estamos a salvo. Ufa!!! Agora tenho moral diante Dele para talvez até exigir alguma coisa, afinal sou filho do Rei!

Outro “conforto teológico” é quando perdemos um de nossos queridos, principalmente jovem e dizemos: Deus sabia que ele iria se desviar, por isso Ele levou-o antes.

O salmista, em plena dispensação da Lei (dispensações: outro assunto para conversarmos) nos diz no salmo 103:

“…Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos recompensou segundo as nossas iniqüidades…pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos humanos (pó)…”

Nossas Igrejas são ambientes de cura para a alma?

Qual o teor e o conteúdo das nossas pregações?

Como nossos filhos conceberão Deus?

Que tipo de relacionamento temos com o Senhor Jesus?

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