Blog do Mario

2009/02/25

Sobre perdão…

Filed under: Vale a pena ler... — mariogoncalves @ 8:09 pm

Uma mensagem fortíssima sobre o perdão. Vale a pena ler!!!

“Certo homem tinha dois filhos.
Um era rico e o outro era pobre.
O filho rico não tinha filhos enquanto que o filho pobre,
fora abençoado com muitos filhos e muitas filhas.

Com o passar do tempo o pai caiu enfermo.
Ele estava certo de que não viveria mais uma semana
e por isto no sábado ele chamou os filhos para o seu lado
e deu a cada um deles metade da terra da sua herança.

E depois morreu.

Antes do pôr do sol os filhos sepultaram o pai
com respeito como o costume requer.

Naquela noite o filho rico não conseguiu dormir.
Ele disse para si mesmo:
“O que o meu pai fez não foi justo.Eu sou rico, e meu irmão é pobre.
Eu tenho pão suficiente e de sobra,
enquanto que os filhos de meu irmão comem um dia
e confiam que Deus os alimentará no seguinte.
Preciso mudar o marco que nosso pai colocou no meio das terras
de forma que o meu irmão tenha um quinhão maior.
Ah – mas ele não pode me ver.
Se ele me ver, ficará envergonhado.
Preciso me levantar de madrugada, antes do sol nascer, e mudar o marco!
“Com isto ele adormeceu e o seu sono foi seguro e pacífico.

Nesse ínterim, o irmão pobre não conseguiu dormir.
Enquanto estava deitado inquieto na sua cama, disse para si próprio:
“O que o meu pai fez não foi justo.
Aqui estou eu rodeado de filhos e muitas filhas,
enquanto que meu irmão diariamente enfrenta a vergonha
de não ter filhos que ostentem o seu nome
nem filhas para consolá-lo na sua velhice.
Ele devia possuir a terra de nossos pais.
Talvez isto em parte lhe compensassepela sua indescritível pobreza.
Ah – mas se eu lhe der ele ficará envergonhado.
Preciso levantar-me de madrugada, antes do sol nascer
e mudar o marco que nosso pai colocou!
“Com isto ele adormeceue o seu sono foi seguro e pacífico.

No primeiro dia da semana –bem de madrugada,muito antes de o dia romper,
os dois irmãos se encontraram no lugar do velho marco.

Caíram em lágrimas nos braços um do outro.

E naquele lugar foi construída a cidade de Jerusalém.

Extraído de Kenneth E. Bailey – do livro “As Parábolas de Lucas”
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2009/02/19

Relacionamentos eclesiais

Filed under: igreja — mariogoncalves @ 2:58 pm

2009/02/18

Nós e Deus, ou, o "deus" que concebemos…

Filed under: Vale a pena ler... — mariogoncalves @ 2:56 pm

No conto de Flannery O’Connor, The turkey,1 o anti-herói e protagonista é um garotinho chamado Ruller. Sua auto-imagem é ruim porque nada em que põe a mão parece dar certo.

À noite, em sua cama, ele ouve os pais o analisarem: — O Ruller não é normal — diz seu pai. — Por que ele sempre brinca sozinho? — E sua mãe responde: — Como eu vou saber?

Um dia, Ruller percebe, na mata, um peru selvagem ferido e inicia uma intensa perseguição. “Ah, se eu conseguir pegá-lo!”, ele grita. Vai pegá-lo ainda que tenha de correr até desmaiar. Ele se vê marchando triunfantemente pela porta da frente de sua casa, com o peru pendurado no ombro e toda a família gritando: — Vejam o Ruller com um peru selvagem! Ruller, onde você conseguiu esse peru?
— Ah, eu o capturei na mata. Talvez algum dia vocês possam pegar um desse, como eu.

Mas, então, um pensamento lhe cruza a mente: “provavelmente, Deus vai me fazer perseguir este maldito peru a tarde inteira por nada”. Ele sabe que não deveria pensar assim a respeito de Deus —, mas é assim que se sente. Seria possível evitar esse sentimento? Fica curioso por saber se é anormal.

Finalmente, Ruller captura o peru quando este cai morto por causa da ferida de um tiro que, anteriormente, o havia atingido. Ele o coloca nos ombros e inicia sua marcha messiânica de volta ao centro da cidade. Lembra-se de coisas que pensara antes de conseguir a ave. Eram pensamentos consideravelmente ruins, ele supõe. Imagina que Deus o tinha interrompido antes que fosse tarde demais. Deveria estar muito agradecido. — Obrigado, Deus! — ele diz. — Sou muito grato a ti. Este peru deve pesar uns quatro quilos. Foste tremendamente generoso.
Talvez, conseguir o peru seja um sinal, ele pensa. Talvez, Deus queira que seja um pregador.

Pensa em Bing Crosby e Spencer Tracy enquanto adentra a cidade com o peru dependurado no ombro. Quer fazer algo para Deus, mas não sabe o quê. Se tivesse alguém tocando acordeão, na rua, hoje, ele daria seus dez centavos. São os únicos centavos que possui, mas ele os daria.
Dois homens se aproximam e assobiam. Chamam os outros homens que estavam na esquina para ver o peru.
— Quanto você acha que ele pesa? — perguntaram eles.
— Pelo menos uns quatro quilos — Ruller respondeu.
— Por quanto tempo você o perseguiu?
— Por quase uma hora — disse Ruller.
— Isso é mesmo impressionante. Você deve estar bem cansado.
— Não, mas tenho de ir — Ruller replica. — Estou com pressa.

Ruller não via a hora de chegar em casa.
Ele deseja encontrar alguém mendigando. De repente, ele ora: “Senhor, mande um mendigo. Mande-o antes de eu chegar em casa”. Deus pôs o peru naquele momento. Certamente, enviará um mendigo. Ele tem certeza de que Deus enviará alguém. Por ser uma criança singular, ela interessa a Deus. “Por favor, um mendigo agora mesmo!” — e nesse instante uma velha mendiga surge bem a sua frente. Seu coração bate com força. Ele dispara em direção à mulher, gritando: — Aqui, aqui —, aperta os dez centavos na mão e sai correndo sem olhar para trás.

Lentamente seu coração se acalma, e ele começa a ter um novo sentimento — algo como estar alegre e confuso ao mesmo tempo. Possivelmente, ele pensa, dará todo seu dinheiro a ela. Sente como se o chão não precisasse mais estar debaixo dele.
Ruller percebe um grupo de garotos da roça arrastando-se atrás dele. Ele se volta e pergunta, generosamente:
— Querem ver o peru?
Os garotos o olham fixamente:
— Onde você conseguiu esse peru?
— Eu o achei na mata. Eu o cacei até a morte. Vejam, tomou um tiro na asa.
— Deix’eu ver — diz um garoto.
Ruller lhe dá o peru. A cabeça do animal voa na direção de seu rosto enquanto o garoto o gira no ar sobre o próprio ombro, e dá meia volta. Os outros garotos também se viram e vão embora, andando despreocupadamente.

Eles estão a quatrocentos metros de distância quando Ruller se mexe. Finalmente, estão tão longe que nem consegue enxergá-los. Em seguida, ele se arrasta para casa. Anda um pouco e então, ao perceber que está escuro, subitamente começa a correr.

A requintada fábula de Flannery O’Connor termina com as palavras: “Ele correu cada vez mais rápido, e à medida que subia pela estrada de sua casa, sentia o coração tão acelerado quanto as pernas. Estava certo de que Algo apavorante rasgava atrás dele, com os braços rijos e os dedos prontos para agarrar”.

Diante de Ruller, muitos de nós, cristãos, encontramo-nos revelados, despidos, expostos. Nosso Deus aparentemente é o Único que dá perus com benevolência e caprichosamente os tira. Quando os dá, sinaliza o interesse e o prazer que tem em nós. Sentimo-nos próximos de Deus e somos incitados à generosidade. Quando os tira, sinaliza o desprazer e a rejeição. Sentimo-nos repudiados por Deus. Ele é volúvel, imprevisível, excêntrico. Firma-nos apenas para nos decepcionar. Lembra-se de nossos pecados do passado e retalia arrancando os perus de saúde, riqueza, paz interior, progenitura, império, sucesso e alegria.
Assim, inadvertidamente, projetamos em Deus as atitudes e os sentimentos que nutrimos por nós mesmos.

Trecho retirado do livro “O impostor que vive em mim – Brenan Manninng”

Alguma similaridade com a maneira que nos relacionamos com Deus é mera coincidência…

2009/02/16

Para os meus amigos…

Filed under: Vale a pena ler... — mariogoncalves @ 8:30 pm

Comam brócolis.
Não fujam do exame de próstata.
Leiam bons romances.
Façam exercício.
Sacramentem amizades com um Cabernet.
Evitem o Diogo Mainardi.
Não tomem café depois das dez.
Andem descalços em casa.
Visitem um hospital para crianças com câncer uma vez por ano.
Não esqueçam do aniversário de quem vocês amam.
Comprem um dicionário – e consultem.
Desliguem a televisão.
Não discutam com quem “se acha”.
Recitem um poema em voz alta toda semana.
Não falem em corda em casa de enforcado.
Leiam a Bíblia para um enfermo.
Meditem com a porta do quarto trancada.
Anotem endereços de blogs alternativos.
Sejam moderados no açúcar e na gordura saturada – torresmo, nem pensar.
Leiam o Alysson Amorim, o Elienai, a Geruza e o Paulo Brabo.
Não percam as edições diárias do Pavablog nem quando estiverem na Manchúria.
Nunca pilotem motocicleta, nem aceitem carona na garupa.
Aprendam a gostar de música clássica – Johan Sebastian Bach é um bom começo.
Reciclem o lixo de casa, do escritório, da igreja – e do coração.
Não morram logo, por favor; preciso de vocês por perto.

Soli Deo Gloria.

Retirado de Ricardo Gondim

2009/02/13

Palavras que curam

Filed under: Palavras que curam — mariogoncalves @ 12:56 am


“Desde a antiguidade não se ouviu, nem com os ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de Ti, que trabalhe para aquele que nele espera!”

Profeta Isaías 400 a.C.

2009/02/11

Dízimos

Filed under: igreja — mariogoncalves @ 9:40 am

LEI nº 8.664 DE 27 DE JANEIRO DE 2009.

“Dispõe sobre a criação do Dia Municipal do Dizimista e ofertante no Município de Belém, e dá outras providências”.

O PREFEITO MUNICIPAL DE BELÉM,Faço saber que a CÂMARA MUNICIPAL DE BELÉM, estatui e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Fica criado com méritos na cidade de Belém, capital do Estado do Pará, o Dia Municipal do Dizimista e do Ofertante cristão consciente, a comemorar no dia 18 de maio de cada ano.

Art. 2º VETADO

Art. 3º Estabelece que no decorrer das comemorações referidas ao evento, seja divulgado em alto e bom som o que está escrito da Bíblia Sagrada no livro de Malaquias cap. 3 vol. 10, que diz: “Trazei todos os dízimos à Casa do Tesouro para que haja mantimento na minha casa…”, e também o que está escrito no mesmo livro no cap. 3 vol. 18: “Então vereis a diferença entre o que serve a Deus e o que não o serve…”

Art. 4º. Ficará por conta e responsabilidade das emissoras de comunicação ligadas ou pertencentes às igrejas cristãs, a divulgação dos ensinamentos abaixo relacionados:

§ 1º Conscientizar a membrasia das igrejas cristãs em geral;

§2º Aconselhar e disciplinar a igreja a respeito do assunto;

§3º Estimular o povo cristão mostrando a necessidade da prática de ofertar e dizimar por parte do cidadão, praticante ou não.

Art. 5º As igrejas cristãs ficam com a missão de encorajar o povo a praticar a entrega ou devolução de dízimos e ofertas como prova da obediência no que ensina a Constituição divina, a “Bíblia Sagrada”, a palavra de Deus que é o bálsamo para o coração da família.

Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

PALÁCIO ANTONIO LEMOS, 27 DE JANEIRO DE 2009
DUCIOMAR GOMES DA COSTAPrefeito Municipal de Belém

fonte: Diário Oficial do Município de Belém dica da Ana Claudia Braun Endo via pavablog.blogspot.com

Fica claro nessa lei municipal a correlação que muitos pastores e pregadores fazem com a fidelidade ao ato de dizimar e a “benção” de Deus sobre a vida do dizimista.

Sou dizimista, mas creio que as motivações e a forma como se pede as contribuições levam os
cristãos a ofertarem por medo de maldições e retaliações da parte de “deus”.

Talvez seja um sonho, mas desejo ver centenas de pessoas dispostas a ofertar e se doar para o Senhor de forma espontânea, alegre e voluntária!

2009/02/09

Regis Danese…

Filed under: mundo "gospel" — mariogoncalves @ 9:24 am

Na tarde de sábado, liguei na Record por acaso e assisti o fenômeno gospel Regis Danese cantando uma música romântica (composição sua e gravada pelo cantor sertanejo Daniel) para animar os casais no Programa “Vai dar Namoro”.
Após a canção sertaneja, o apresentador Rodrigo Faro comenta sobre o sucesso da sua música “Compromisso” (Como Zaqueu…) e permite que ele cante um trecho, no que a platéia canta entusiasticamente.
Vejo uma evolução (pra melhor?? pior??) no conceito “cantor cristão”. A profissionalização, estratégias de marketing (shows, eventos e aparições midiáticas) e a busca na qualidade instrumental das músicas tem deixado uma tênue linha separando um “artista secular” e um “artista gospel”. Fala-se hoje de artista somente.
Conquistamos respeito lá fora, dirão alguns evangélicos. A que custo?
Estamos evangelizando! Isso é um sinal que Deus está abrindo as portas para o Evangelho! (dirão outros)
Creio que o Regis Danese não precisava estar lá, ele já conseguiu uma visibilidade enorme com sua música. Fico pensando nas seguintes passagens das Escrituras:
“Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, me odiou a mim.
Se vós fósseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo,
antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia.” João 15.18 e 19
Conquistamos respeito, fama e mercado (vendagem de CD’s). Era isso que Jesus tinha em mente quando falou:
“Tome a sua cruz, siga-me (Ele estava indo morrer em Jerusalém); Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á?”

2009/02/06

“E haverá um só rebanho e um só Pastor”

Filed under: igreja — mariogoncalves @ 6:22 pm

Quem são as ovelhas?
De quem são as ovelhas?
Quem é o Sumo Pastor?

Essas perguntas podem ser respondidas, lendo sem pressa (pressa, um dos males desse século) o capítulo 10 do evangelho de João.
Jesus veio em primeira mão para as ovelhas perdidas da casa de Israel, mas nesse texto Ele diz que existem outras ovelhas, que não são desse aprisco e é necessário que sejam conduzidas para o Aprisco. Para que ouçam a voz do Pastor. Sabemos pela própria Escritura que essas outras ovelhas são os gentios, enxertados na oliveira. Nós.

Através da voz, reconhecemos pessoas amadas: esposa, pai, mãe. Em noites escuras e chuvosas, a voz de nossos pais, simplesmente, transmitia segurança aos nossos temerosos corações. A voz de nossos pais nos dizendo por onde deveríamos andar, para que não nos machucasse, bastava para que aceitássemos sem questionar o caminho proposto.
A Voz do Pastor nos guia às águas tranqüilas. Mesmo no vale da sombra e da morte, não precisamos temer, porque Ele está conosco.

Existia um jornaleiro (Almeida versão 1819) que era contratado para cuidar das ovelhas. Das ovelhas do Pastor. Mas na aproximação do lobo e dos perigos que cercavam o rebanho, ele tratava de salvar a sua vida (conforme Jo 10. 12) e deixava que o lobo dispersasse e aterrorizasse as ovelhas.

Ele foge porque é assalariado (ver. 13 NVI) e não se importa com a ovelha.

Importa-se com a lã das ovelhas. Por que é dali que vem seu salário.
Importa-se com a função de pastor. Por que isso lhe dá direito de dominação sobre as ovelhas.
Importa-se pelo título de pastor. Pois isso lhe confere status espiritual elevado. Autoridade espiritual sobre as ovelhas.
Importa-se em proteger o lugar onde exerce sua função (púlpito). Por que é dali que ele monopoliza a voz do Sumo Pastor.

Mas existe um rebanho que anseia ouvir a voz do seu Pastor. E o Pastor deixou claro que quer conduzi-las, pois deu Sua vida por elas. As ovelhas ouvirão a voz do Pastor e o seguirão.

E então haverá um só rebanho e um só Pastor.

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